Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Delirio

 

 

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci….

 

 

(Olavo Bilac)

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pensamentosdelobas às 23:49
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De loboquieto a 17 de Dezembro de 2009 às 17:09
que obediencia, mais deliciosa, se o moralista não perdoou,, é porque nunca beijou, nunca senti o doce sabor do mel.


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